“Eu tenho tentado dia após dia esquecer você. Faço um esforço tão grande para isso e consigo um resultado tão pequeno comparado ao quanto me doou, e para amá-la não faço esforço algum, e ganho tanto em troca, tanto que nem posso mensurar, mas luto para esquecê-la, pois eu perco muito também. Eu perco quando você se vai, sem a esperança de que um dia irá voltar; perco quando eu estou deitada em minha cama e lá está o pensamento em você; perco quando ouço uma música lembro-me de você e sei que neste mesmo momento você está fazendo qualquer coisa, da mais improvável a mais óbvia, que não seja pensar em mim; eu perco quando eu ando na rua e vejo as pessoas se abraçando, sorrindo, se divertindo ao lado de quem elas amam, e recordo-me que eu não posso fazer nada disso com você, porque a distância não deixa, as circunstâncias não permitem; eu perco por não ter notícias suas, por não poder cuidar de você, não poder protegê-la, não deixar que mal nenhum lhe aconteça; eu perco quase sempre, mas quando eu não perco, eu ganho, e sabe quando eu ganho, e o que eu ganho? Eu ganho sempre! Todas as vezes que olho para você, e vejo o seu sorriso, eu tenho certeza que eu perderia todas as coisas que eu tenho no mundo, só para vê-lo pelo resto da minha vida.”
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